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LEED ou AQUA: homem sentado com laptop à sua frente reflete sobre algo que vê na tela...

LEED ou AQUA: qual certificação dá match no seu negócio?

08/07/2019

Acostumado à pergunta, Luiz Henrique Ferreira, CEO e fundador da Inovatech, diz que a resposta passa por entender a motivação para certificar o empreendimento. Neste artigo, ele conta como tem ajudado os clientes a fazer a melhor escolha  


Nesses quase 14 anos no mercado da certificação de construção sustentável, uma das perguntas mais recorrentes que ouço dos clientes é: afinal, qual certificação é melhor para o meu negócio, LEED ou AQUA? Minha resposta, quase sempre, acaba sendo uma outra questão: por que você quer certificar o empreendimento?

Na maioria das vezes, a empresa não sabe responder e, assim, cabe a mim a tarefa de tentar ajudar a esclarecer o propósito por trás da motivação inicial. Com qual propósito a certificação será utilizada? Compromisso corporativo com acionistas, marketing, ferramenta de gestão, diferenciação no mercado, demanda de clientes?

É comum a resposta ser “um pouco de tudo”, mas, ainda assim, a reflexão sobre o propósito principal é importante para tornar claro o objetivo da empresa. Isso auxiliará na escolha da certificação mais adequada e também na obtenção de resultados concretos.

LEED dá match nos corporativos

Há casos em que o desejo de certificar está relacionado com questões de compliance, em que a empresa precisa, por exemplo, atender a um pedido dos investidores ou mesmo dos clientes. Em geral, quando o porquê está ligado a compliance, a certificação de preferência é o LEED. Não por acaso, nos edifícios ‘Triple A’ corporativos o selo LEED é bem mais forte. Algumas razões ajudam a explicar por que isso acontece.

A primeira delas é que, normalmente, esses empreendimentos têm por trás fundos e investidores internacionais. Para eles, o LEED é boa opção porque garante um padrão internacional, que vale em qualquer parte do mundo, sem particularidades regionais que poderiam gerar dificuldades em um ou outro país.

Além disso, o LEED apresenta-se às tipologias corporativas com um peso maior nos requisitos relacionados à eficiência energética, o que tem um impacto importante na gestão do consumo de energia do edifício e justifica, assim, parte da preferência por esta certificação.

AQUA vai melhor nos residenciais

Na comparação com o LEED para prédios Triple A, a certificação AQUA-HQE costuma ser mais complicada de ser conquistada do que o LEED. Isso acontece porque os critérios de avaliação do AQUA-HQE têm naturalmente mais afinidades com empreendimentos residenciais, ao passo que o LEED ainda costuma representar alguns entraves extras à certificação de unidades habitacionais.

De modo geral, o que digo aos clientes é que o AQUA-HQE vem ganhando força com a Norma de Desempenho. Por ser de caráter obrigatório, a NBR 15575 está fazendo muitas empresas prestarem mais atenção a requisitos de desempenho ambiental. Estou falando, especificamente de conforto térmico, lumínico e acústico, que fazem parte dos critérios de avaliação do AQUA-HQE.

Desse modo, quando esses critérios já estão resolvidos com o atendimento à norma de desempenho, o empreendimento fica mais perto da certificação AQUA, que pode ser conquistada com mais agilidade e menos custos.

Além disso, há outra certificação que pode impulsionar o AQUA entre os prédios públicos: a etiqueta Procel, obrigatória para esses empreendimentos. Uma vez etiquetado, o edifício consegue “pular etapas” no processo da certificação AQUA-HQE, o que não ocorre em relação ao selo LEED.

Sustentabilidade: discurso x prática

Seja qual for a opção do cliente – que, claro, sempre terá a palavra final – costumo frisar que falar em sustentabilidade sem levar em conta contextos regionais deixa a desejar em termos de coerência ou compromisso. Réguas de avaliação desconectadas do Brasil não conseguirão criar vantagens reais para a certificação e, assim, falar em resultados efetivos pode ser algo complicado.

Hoje termino por aqui essa rápida reflexão sobre os selos mais conhecidos e, num próximo post, abordarei as certificações EDGE, WELL e outras menos conhecidas. Bora tornar o mercado da construção mais sustentável de verdade?

Luiz Henrique Ferreira, CEO e fundador da Inovatech Engenharia.

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