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4 medidas para melhorar o desempenho de iluminação natural do seu projeto

09/06/2020

Um bom desempenho lumínico vai além de cumprir a Norma de Desempenho. Entenda algumas das decisões projetuais que afetam o conforto lumínico do seu projeto.

Já falamos em nosso blog sobre a importância da iluminação natural, principalmente em períodos de isolamento social. É de senso comum que a iluminação natural tem grande impacto na edificação e na qualidade de seus ambientes.

Conforto Lumínico vai além da Norma de Desempenho

O que grande parte das construtoras e incorporadoras tem feito para que seus edifícios tenham um bom desempenho lumínico é atender a Norma de Desempenho NBR 15575, norma de carácter obrigatório. Contudo, apenas atender os requisitos mínimos norma não significa que seu edifício realmente tenha um bom conforto lumínico, pois a NBR 15575 considera apenas os valores de iluminância no ponto central da edificação em dois dias do ano.

Outros fatores significantes para um ambiente de qualidade, como evitar ofuscamento e ter boa distribuição de valores iluminação natural durante todo o ano, não são considerados pela norma.

Por que considerar a iluminação natural nas primeiras etapas de projeto?

Se um projeto não está atendendo a norma de desempenho, mudanças de geometria, de esquadrias e de revestimentos podem ser necessárias. O que demanda um maior tempo de projeto e um maior número de revisões para atender a norma e trazer mais conforto.

Portanto, quanto maior a quantidade de fatores considerados no estudo preliminar, menor a quantidade de futuras revisões o projeto e menor o tempo de projeto. Logo, considerar a iluminação natural nas primeiras etapas do processo projetual gera mais produtividade.

1. Escolha revestimentos apropriados

Revestimentos claros tem alta reflexão, sendo ótimos para ambientes com pouca incidência de luz
Revestimentos claros tem alta reflexão, sendo ótimos para ambientes com pouca incidência de luz

Quanto mais adensado é o meio urbano, mais relevantes são as cores das fachadas do entorno para o desempenho de um edifício. Em um conjunto residencial com diversas torres, uma torre acaba sombreando a outra.

Cores mais claras refletem uma maior quantidade de luz que cores mais escuras. Visto que, se um ambiente na Torre A está muito escuro, revestimentos mais claros na Torre B podem ajudar. O contrário também é válido, se um ambiente na Torre A está com muito ofuscamento e claridade, revestimentos escuros na Torre B irão diminuir este desconforto.

O mesmo conceito vale para os revestimentos internos de um edifício. Ao escolher cores mais claras, mais luz é refletida e este terá uma quantidade maior de luz que um ambiente escuro.

2. Evite plantas profundas e ambientes em “L”

A luz tem dificuldade de adentrar um ambiente profundo ou com planta em “L”, o que pode causar em um ambiente com má distribuição de luz. Enquanto alguns podem reclamar de iluminação em excesso, outros podem reclamar da falta de iluminação.

Ambientes com pouca profundidade com janela em que se possa ver céu são mais agradáveis, melhorando a qualidade de vida do usuário. Uma regra comumente adotada por arquitetos é que a luz natural não consegue avançar mais que 2,5x a altura do pé-direito de uma edificação, deve-se tomar cuidado com esta abordagem pois diversos fatores não são considerados, como o tamanho da esquadria e as cores dos revestimentos internos.  

3. Opte por elementos de controle de luz em fachadas com pouco sombreamento

Brises externos barram a radiação solar com mais eficiência que persianas. São importantes também para o impacto visual da fachada.
Brises externos barram a radiação solar com mais eficiência que persianas. São importantes também para o impacto visual da fachada.

Elementos de controle de luz como brises e persianas são ótimos para adaptar a luz à necessidade do usuário em determinado momento, assim permitindo que se possa regular a quantidade de luz que adentraria em um ambiente.

Os brises, além de serem muito eficientes em barrar a luz, barram também a radiação solar. O que pode evitar o superaquecimento de um ambiente. Porém, são mais difíceis de instalar do que persianas e sua aplicação pode não ser permitida em alguns edifícios pois causa uma alteração na fachada.

Já as persianas barram a luz natural mas não com a mesma eficiência de um brise. Sua instalação é mais simples por ser feita no ambiente interno e possui um custo menor.

4. Mantenha uma boa distância entre torres e outros elementos

Para edifícios altos em meio urbano, o desempenho de uma unidade habitacional na cobertura e uma unidade habitacional no térreo é bastante discrepante. Um maior distanciamento entre torres ajuda a diminuir esta discrepância, pois a luz possui mais dificuldade de chegar no térreo em locais com muitas obstruções.

Árvores mais altas e outros elementos no térreo diminuem a entrada de luz em unidades no térreo. Logo, se o objetivo é trazer mais luz para estas unidades, deve-se aumentar a distância destes elementos.

Simulações de Iluminação Natural

Para verificar todas estas medidas de forma quantitativa em uma edificação, nada melhor que uma simulação de iluminação natural complexa em que todos estes fatores são considerados.

Nas simulações podemos verificar o desempenho de iluminação natural juntamente com o de térmica e acústica. Fazendo, assim, uma verificação de forma integrada para todo o edifício.

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