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Diretor da Inovatech comenta oportunidades e desafios das construtechs

17/10/2018

Em entrevista ao site Mapa da Obra, da Votorantim Cimentos, Luiz Henrique Ferreira alerta para a inexperiência de algumas startups no mercado da construção. O portal consultou o diretor da Inovatech sobre o crescimento e a atuação das construtechs que estão se desenvolvendo no setor da construção civil. Abaixo, reproduzimos o texto da matéria, que você também pode acessar clicando aqui.

 

Como as construtechs estão se desenvolvendo no setor da construção civil
Startups utilizam a tecnologia para resolver problemas antigos do mercado

Desenvolvidas para solucionar os problemas da indústria da construção civil, as construtechs são startups que apostam no uso da tecnologia como fonte de recursos para atender as demandas de todas as empresas da cadeia da construção civil.

Alternativas que utilizam drones, smartphones para gerenciamentos de diversas áreas da obra, auxiliam na contratação de mão de obra, na prospecção de terrenos e produzem até mesmo maquetes interativas e modelos 3D imersivos, estão sendo apresentadas ao setor.

“Existem construtechs surgindo para atender praticamente tudo. Porém, observo uma maior concentração para resolver problemas de canteiros de obras, talvez uma etapa mais complexa e com menor duração no ciclo do empreendimento, além de possibilitar soluções mais replicáveis”, afirma Luiz Henrique Ferreira, fundador da Inovatech Engenharia.

 

O surgimento dessas construtechs promete melhorar questões como produtividade – extremamente baixa na indústria da construção civil; reduzir desperdícios de materiais; acelerar cronograma de obras, entre outros aspectos.

Vale ressaltar, que a ConstrutechVentures, primeiro venture builder do mundo focado nos setores da construção e imobiliário, elaborou um mapa para identificar e divulgar as Construtechs do Brasil. O mapeamento identificou mais de 250 startups trabalhando para o setor.

Cuidados na inserção das construtechs

As iniciativas e objetivos das construtechs são promissores, no entanto, existem particularidades do negócio que precisam ser consideradas para que a gestão funcione de maneira correta.

“O setor da construção civil é bastante complexo, pois os empreendimentos possuem longos ciclos desde a compra do terreno até a entrega da obra e assistência técnica. Além disso, da maneira que são feitas as obras hoje, chegam a ter aproximadamente 800 fornecedores trabalhando, inseridos numa legislação complexa e, muitas vezes, incoerente”, alerta o fundador da Inovatech Engenharia.

 

Um dos cuidados ressaltados por Luiz Henrique Ferreira é de que o contratante de uma construtech tenha ciência de que a gestão do negócio ainda deve ficar com ele mesmo, ou seja, com o empreendedor, e que as construtechs – obrigatoriamente – devem ter entre seus executivos principais, pessoas com larga experiência na construção civil aqui no Brasil.

“Tenho conversado com algumas construtechs onde nenhum dos executivos possui vivência em construção civil e fica evidente que os problemas não serão resolvidos da maneira que as construtechs com essa configuração propõem”, ressalta.

 

Outras particularidades do mercado giram em torno do perfil das empresas do ramo da construção civil, em que boa parte apresenta uma gestão familiar que deve ser considerada quando se for trabalhar em conjunto com um modelo de construtech. Para que funcione, o projeto que envolva uma startup com esse modelo deve aliar tecnologia, ideias pertinentes e comprometimento, além de um conhecimento prévio sobre o mercado da construção civil.

“Acredito que o setor da construção civil ainda é bastante conservador, que aliado ao seu alto nível de complexidade ainda tem alguma dificuldade para enxergar os benefícios das soluções ofertadas pelas construtechs. Entretanto, mesmo em um cenário de conservadorismo, entendo que é um caminho sem volta”, afirma Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech Engenharia.

(Fonte: Mapa da Obra)