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Certificações de greenbuilding: tendências e caminhos

Certificações de greenbuilding: deixá-las de lado é um erro estratégico

19/06/2019

Neste artigo, Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech, reflete sobre mudanças no mercado da certificação e aponta algumas tendências e caminhos possíveis para os selos de construção sustentável

Por Luiz Henrique Ferreira  

 

Olhar para o que acontece no mercado e estar sempre antenado ao movimento das empresas e dos diversos players do setor da construção faz parte da rotina de trabalho aqui na Inovatech. Antever caminhos e tendências das certificações é algo que nos torna mais resilientes. Na percepção dos nossos clientes, essa visão de mercado afiada também é fator que contribui para a credibilidade que conquistamos dia após dia nesses quase 14 anos no mercado.

Pensando nisso, hoje quero compartilhar algumas reflexões que tenho feito em relação ao mercado das certificações. Na minha percepção, ele não está em risco em razão da crise econômica que estamos atravessando, mas precisará se atualizar para acompanhar as transformações naturais do mercado. Vamos lá:

1- Empresas têm necessidade de rótulos

Não importa se a previsão para o PIB é de alta ou queda. Rotular-se é algo intrínseco ao ser humano e, entre as empresas, isso não é diferente. Como sabemos, diferenciar-se em um mercado tão competitivo é lição de casa das mais essenciais. Logo, conquistar o “troféu” de uma certificação faz parte desse jogo.

2- As certificações precisam encontrar eco nos clientes dos clientes

Os selos bem-sucedidos daqui em diante serão aqueles que souberem focar na experiência do usuário do prédio, algo que vem crescendo no mercado da certificação. O desafio é conseguir mostrar para o usuário final os benefícios que ele conquista por estar em um prédio certificado. Isso precisa ser cada vez mais claro, palpável e perceptível.

Nesse ponto, o pessoal de facilities sai na frente e tem mais facilmente essa percepção. Mas isso ainda passa meio despercebido, por exemplo, para boa parte das pessoas que trabalham em prédios com selos de greenbuilding e que não se sentem beneficiadas diretamente pelas economias (de água ou energia, por exemplo) geradas a partir das soluções sustentáveis incorporadas ao edifício.

3- Geração Millenial: propósito e bem-estar em alta

Uma das marcas dos millenials é a busca por propósito e um maior equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, o que já tem gerado mudanças no mercado de trabalho. Se, para esses jovens profissionais, o trabalho precisa ter vínculo com prazer, as empresas precisam proporcionar isso a eles, de alguma forma, se quiserem atrair esses novos talentos. Como? Oferecendo ambientes de trabalho mais informais e conectados, turnos mais flexíveis e espaços de entretenimento, cultura e relaxamento.

Temos aqui mais uma razão para acreditar no avanço das certificações que focam no bem-estar dos usuários (como o selo WELL). Elas proporcionam uma experiência mais agradável aos usuários no dia a dia, e isso, sem dúvida, pode fazer a diferença na hora do empreendedor escolher o selo que deseja atrelar ao seu projeto.

Tendências das certificações

A partir desses três pontos citados acima, podemos indicar cenários futuros para algumas certificações no Brasil:

1- Certificação AQUA-HQE ganha força com a Norma de Desempenho

Se o selo já tinha mais força entre os empreendimentos residenciais, agora com o alinhamento natural que ele mostra em relação à NBR 15575 isso deve se consolidar ainda mais. Prédios que atenderem à norma de desempenho estarão mais perto da certificação AQUA e poderão obter o selo em menos tempo e com menores custos.

Por outro lado, será necessário fortalecer para o usuário os benefícios que ele tem por estar em um prédio AQUA e, ainda, aprofundar os aspectos relacionados a bem-estar.

2- LEED permanece imponente no B2B, mas pressionado pelos selos de bem-estar

A certificação tem mais aderência entre os empreendimentos corporativos, onde eficiência energética é fator de extrema importância para os gestores do prédio. Isso deve continuar, mas agora com um ingrediente a mais: o crescimento dos selos de bem-estar deve começar a pressionar o LEED a se modernizar, dando mais peso aos critérios que têm uma relação mais direta com o bem-estar dos usuários.

3- Certificações de prédio inteiro x certificações por pavimento

Com os selos de bem-estar mais fortes no mercado, as certificações LEED e AQUA terão basicamente dois caminhos: pegar carona no movimento e começar a dar um peso maior aos critérios ligados ao bem-estar do usuário, ou permanecer como estão, sem uma atualização mais consistente e capaz de contemplar essa tendência do mercado.

Se optarem pelo segundo caminho, é possível que tenhamos em pouco tempo uma competição entre os selos que certificam todo o prédio e aqueles que podem ser conquistados somente para uma parte do edifício (neste caso, focando no bem-estar do usuário).

Conclusões

Seja como for, uma coisa é certa: o usuário final é o grande motor de tudo. As certificações continuarão sendo peça de diferenciação entre os empreendedores e será um erro estratégico deixá-las de lado. O que cabe agora ao mercado é prestar atenção para não se aventurar em terras ainda pouco conhecidas. Acima de qualquer tendência, uma certificação somente será bem-sucedida se tiver a palavra mágica a seguir: credibilidade.

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