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Norma de desempenho e a prática dos consultores-auditores

Norma de Desempenho e os consultores-auditores

24/10/2019

O mercado precisa de consultores de fato, não de alguém que só aponte erros sem caminhos e que, no fundo, ofereça um serviço de baixo valor agregado

 

Por Luiz Henrique Ferreira*

Nos últimos meses, tenho feito inúmeras reuniões com clientes que estão buscando um serviço de diagnóstico para a norma de desempenho, que consiste em fazer uma avaliação geral de como os projetos estão se enquadrando na norma.

O que tenho visto é que a expectativa deles é bastante diferente do que estamos entregando de fato, e isso vem com uma boa motivação. Eles estão realmente percebendo que o que a gente entrega faz mais sentido do que aquilo que eles estão acostumados a ver no mercado.

Atualmente, a prática mais comum no mercado é contratar uma empresa para fazer uma avaliação dos requisitos da norma em relação às características e evidências do projeto e emitir um relatório, apontando os problemas e os erros do cliente.

Esse formato lembra muito uma auditoria, com visitas periódicas à obra, pagas quinzenalmente ou mensalmente, para um acompanhamento da evolução do projeto em relação ao que o relatório inicialmente já havia apresentado – ou seja, basicamente, é um acompanhamento da evolução da obra.

Ou, ainda, vemos algumas ferramentas online em que o cliente tem que reunir todas as evidências e informações, subir tudo isso numa plataforma para que a “consultoria”, então, possa verificar se a norma está sendo atendida.

Prática do mercado é equivocada

Para nós, essa é uma maneira equivocada de atender à norma, por alguns motivos que justificam e fortalecem os pilares da nossa proposta de consultoria:

1- Consultor x Auditor

O mercado confunde a figura do auditor com o consultor. O consultor, este sim, tem experiência para ajustar processos e não ficar apenas emitindo relatório apontando os desvios.

2- Contratação dupla do mesmo serviço

O cliente já contrata auditores para saber se o projeto se enquadra no SiAC e no PBQP-H, sendo que dentro do SiAC já tem a norma de desempenho. Por isso, não faz sentido contratar 2 ‘auditores’.

O mesmo raciocínio vale para as verificações de obra. Para a fase de estrutura, a NBR 15575 define requisitos de vida útil de projeto, de cálculos, mas não diz nada sobre a obra ou a execução in loco. No entanto, no tema concreto, por exemplo, as normas correlatas pedem alguns controles. Mas, em tese, eles já deveriam estar cobertos dentro do sistema de gestão da qualidade da construtora, como ensaios de corpos de prova de concreto etc.

Então, o que o “consultor” vai fazer no acompanhamento da obra durante a execução da estrutura, que pode levar um ano?

Papel da consultoria

No fundo, o que a gente percebe é que a norma precisa ser algo sistêmico. O papel da consultoria – e, portanto, o papel da Inovatech – é ajustar os processos e os procedimentos para que os resultados saiam de maneira sistêmica. Assim, eles já podem ser auditados pelos auditores do PBQP-H e do sistema de gestão da qualidade.

Não faz o menor sentido a Inovatech realizar auditorias e sobrepor o trabalho, fazendo o cliente pagar duas vezes pela mesma coisa. Nossa abordagem diferenciada tem levado os clientes a perceberem que caro é contratar mensalidade. Caro é contratar um diagnóstico barato e depois ficar refém da “consultoria” por um ou dois anos.

O barato, por outro lado, é investir em processo e (como fazemos também) qualificar até o próprio papel da auditoria – lembrando que quem contrata a auditoria é o próprio cliente, pois é um serviço também. Então, é obrigação do auditor também ver como que sistemicamente aquele cliente está atendendo à norma.

Em resumo, o mercado precisa mesmo é de consultores de fato, e não de consultores travestidos de auditores, que apontam erros mas não indicam caminhos e que, além disso, criam um formato de consultoria de recorrência, em que o cliente paga um pouquinho todo mês para ter um serviço de baixíssimo valor agregado – e que, no fundo, significa uma contratação dupla de um mesmo serviço.

Vamos conversar sobre como fazer diferente?

  

 

*Luiz Henrique Ferreira é CEO e fundador da Inovatech Engenharia.