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BIM: reflexões do SBTIC 2019

BIM: reflexões sobre o SBTIC 2019

29/08/2019

Participamos do 2º Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Informação e Comunicação na Construção, realizado semana passada na Unicamp, e compartilhamos aqui algumas impressões sobre as ferramentas e seus usos no Brasil

 

Por Willian Konishi

Estivemos presentes na segunda edição do Simpósio Brasileiro de Tecnologia de Informação e Comunicação na Construção – SBTIC, que este ano teve a temática da “Virtualização Inteligente no Projeto e na Construção”.

O evento, realizado entre os dias 19 e 21 de agosto no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), abriu um bom panorama do que está sendo desenvolvido no mundo e no Brasil em relação a algumas ferramentas tecnológicas, por exemplo:

  • Utilização de BIM para modelagem paramétrica, simulações, operação e manutenção, gerenciamento de resíduos e elaboração de manuais de proprietários e do síndico;
  • Realidade aumentada para manutenção;
  • Realidade virtual em stand de vendas;
  • Utilização de ferramentas tecnológicas para monitoramento de canteiro.

SBTIC 2019 : evento na Unicamp abordou usos de BIM e outras tecnologias

Em meio ao simpósio, notamos diversas perguntas e debates relacionados ao tema, como estas três que reuni aqui:

  • A tecnologia irá retirar os empregos dos profissionais?
  • A tecnologia permitirá que apertemos um botão e tenhamos resultados prontos;
  • O BIM irá acabar com a corrupção no país?

 Nosso trabalho além da máquina

O que nós da Inovatech Engenharia acreditamos é que as novas tecnologias, como a tecnologia BIM com a qual temos trabalhado, não irá eliminar os empregos e, muito menos, permitir que um aperto de um botão nos dê resultados prontos.

Para nós, as novas ferramentas tecnológicas surgem para conseguirmos otimizar o trabalho que é feito hoje. Por exemplo, não é necessário que gastemos muito tempo verificando se um projeto atende a NBR 9050, de Acessibilidade.

Podemos programar tais regras para que isso seja verificado de forma automática, de forma que os projetistas consigam ter mais tempo para realizar tarefas que a máquina não consegue realizar, como, por exemplo, criar a parte conceitual dos projetos.

Também acreditamos que a otimização proporcionada pela tecnologia não irá retirar os empregos. Mas, essas mudanças certamente já estão alterando a forma de trabalho atual. Elas abrem espaço para a otimização dos processos e a redução das incompatibilidades e dos erros humanos. Com isso, o mercado deverá aumentar a produtividade, a remuneração e reduzir os desperdícios.

Tecnologias são ferramentas (e não solução milagrosa)

Gostaria de salientar que o BIM ou qualquer outra tecnologia não é a solução para acabar com a corrupção ou qualquer outro problema. As novas tecnologias são as ferramentas que devem ser utilizadas por toda a cadeia da construção para conseguir a otimização dos processos, redução de erros e desperdícios. Para isso, é imprescindível que os profissionais saibam como utilizar estas ferramentas da melhor forma possível para alcançar os seus objetivos.

Em nossas consultorias, o foco está sempre na gestão dos processos e em como usar essas ferramentas para melhorar a gestão dos projetos. Quase sempre, essa visão requer mudanças na cultura da empresa, que nem sempre são fáceis ou rápidas de implementar. Mas, com firmeza, é possível seguir em frente e conquistar vantagens valorosas com o uso dessas novas tecnologias de informação na construção.

 

* Willian Konishi é sócio e responsável pela área de Gestão de Processos e Plataformas Digitais na Inovatech Engenharia.