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BIM é muito mais do que ferramenta de modelagem 3D (imagem mostra mulher com óculos 3D olhando para o céu)

BIM: muito mais do que ferramenta de modelagem 3D

14/01/2020

Além de sair caro, usar o BIM apenas para obter um modelo 3D bonito para o empreendimento é um desperdício do potencial da tecnologia

 

BIM é um termo comum entre muita gente no mercado, mas isso não significa ainda que as empresas estão tirando o máximo proveito dele. Há muitos casos de desencantamento com a ferramenta. Em geral, isso acontece porque o uso mais corriqueiro dado à tecnologia ainda está longe de ser o ideal, e do que ela realmente pode oferecer às construtoras.

Da nossa experiência com a ferramenta, podemos afirmar que alguns equívocos precisam ser eliminados, para que as vantagens do BIM sejam aproveitadas de maneira mais integral e inteligente. Para fazer diferença, é preciso considerar o seguinte:

 

1- BIM não é só uma ferramenta visual

Embora seja muito útil e cativante para representar graficamente um empreendimento, o que importa, na verdade, é o conjunto de informações que estão no modelo 3D e o que será feito com tudo isso. Ou seja, o resultado estético é interessante, sim, mas não é o bastante para justificar o investimento em BIM.

2- BIM não é um produto de prateleira

Toda modelagem em BIM precisa ser personalizada. Apesar de óbvio, muitos consultores podem cair na cilada de tratar a ferramenta da mesma maneira para todos os seus clientes. Isso não funciona. Mais do que entender dos softwares, é preciso entender e conhecer cada cliente.

Em outras palavras, um bom consultor deve considerar os objetivos do cliente e a cultura da empresa, para poder criar as bibliotecas (que irão suprir o modelo) de acordo com suas demandas e particularidades.

3- BIM não é planilha de quantitativos

Pensar apenas em planilha de quantitativos é desperdiçar a tecnologia BIM. O grande trabalho do BIM é conseguir criar um sistema de gestão da informação. Para isso, é necessário conversar muito com o cliente, conhecer o método construtivo e o funcionamento do departamento de compras e de projetos, por exemplo.

Tudo isso precisa ser levantado e estar representado adequadamente no modelo. Dessa forma, será possível transformar as informações em oportunidades de redução de custos, otimização de processos, mais qualidade e ganhos de produtividade.

4- BIM não é a última etapa do projeto

Se o grande trabalho de BIM é de gestão da informação, isso quer dizer que esses dados todos precisam ser levantados com muito critério, especialmente quando não estão disponíveis tão facilmente. Mais do que isso, essa coleta de dados precisa ser feita antes de se criar o primeiro modelo.

Assim, o estudo preliminar, que antes era só um primeiro draft, agora passa a ser a principal entrega do modelo. Para tanto, é preciso saber que informações serão necessárias, em quais momentos, para resolver quais problemas. Além disso, é necessário incluir ainda, em alguns casos, os requisitos da norma de desempenho ou de alguma certificação de sustentabilidade que o cliente queira conquistar com o empreendimento.

5- BIM não atrasa projetos

Inicialmente, o modelo BIM pode implicar um tempo maior de dedicação a um projeto. Mas, se for pensado com a gestão da informação em bibliotecas bem detalhadas, ele pode encurtar os prazos de projeto.

Além de aumentar muito o nível de qualidade do projeto, o BIM permite revisões muito mais ágeis, e isso afeta positivamente todo o processo.

Quer saber mais sobre como trabalhamos com BIM? Entre em contato com a gente!